Temer decidiu deixar a ética em segundo plano
Josias de Souza Durante café da manhã que mandou servir aos jornalistas nesta quinta-feira, Michel Temer informou que não pretente demitir auxiliares mencionados em delações da Odebrecht. Foi especialmente enfático em relação ao caso do amigo Eliseu Padilha. “Não tirarei o chefe da Casa Civil, não. Ele continua firme o forte.” Com essas palavras, o substituto constitucional de Dilma Rousseff, alçado à poltrona de presidente em meio ao mais retumbante movimento anticorrupção da história do país, informa que decidiu governar deixando a ética em segundo plano. Lamentável. O presidente queixou-se dos vazamentos que despejam nas manchetes as revelações de delatores. “Soltam uma delação por semana e criam um clima de instabilidade.” Bobagem. O que eletrifica a conjuntura não é a radiografia, mas o câncer que ela revela. Temer declarou que os delatados não podem ser tratados como se estivessem “definitivamente condenados.” Tudo vai virar inquérito, ele realçou. E “quem foi mencio...