"Parece absurdo tratar leniência com urgência", diz ex-ministro da CGU
Jorge Hage foi ministro da CGU entre os anos de 2003 e 2014 Estadão Titular da Controladoria-Geral da União - que precedeu o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União - entre os anos de 2003 e 2014, Jorge Hage critica a forma e o conteúdo da proposta apresentada pelo líder do governo, deputado André Moura (PSC-SE), que prevê a anistia de empresários (pessoas físicas) em acordos de leniência sem a participação de órgãos como o Ministério Público. Ao Estadão, Hage disse que é necessário estabelecer em lei a participação de órgãos com "competência punitiva". Como o senhor vê uma possível anistia a pessoas físicas em acordos de leniência? Não conheço a proposta, a não ser pela imprensa, mas me parece um absurdo tratar disso com esse regime de urgência. Mas não tenho dúvida de que é necessário alterar a legislação. Por quê? A Lei Anticorrupção foi aprovada em 2013, e o projeto encaminhado pelo Executivo ao Congresso, em 2010, não...