Cinemas de rua lutam para não seguirem apenas na memória
Cine Olinda tem R$ 2 milhões garantidos para reforma, mas depende da Fundarpe, Iphan e Prefeitura de Olinda para ter requalificação finalizadaFoto: Flávio Japa/Arquivo Folha Hugo Viana Folha de Pernambuco Em uma das cenas de "Aquarius", filme do pernambucano Kleber Mendonça Filho, a personagem Clara (Sonia Braga), aponta para uma loja de móveis no Centro do Recife e diz, com saudade e tristeza, que ali era um cinema de rua (o Moderno). Enquanto o audiovisual do Estado vem alcançando uma trajetória vitoriosa, com obras como "A História da Eternidade", de Camilo Cavalcante, e "Boi Neon", de Gabriel Mascaro, as salas de cinema pernambucanas seguem um caminho oposto: o do esquecimento. Enquanto o São Luiz, inaugurado em 1952 e tombado em 2008 como monumento histórico pelo Governo do Estado, hoje é celebrado por resistir, com arquitetura art déco e equipamento de última geração, outras salas permanecem apenas na memória. O circuito de cinema de r...