O GLOBO - A cassação com voto aberto do ex-deputado Natan Donadon, com 467 votos a favor, nenhum contrário e só uma abstenção, em sessão histórica anteontem à noite na Câmara, tem pelo menos uma consequência prática e imediata no rito dos processos por quebra de decoro no Congresso: os conselhos de Ética das duas Casas, compostos por integrantes que também têm problemas na Justiça, ganham importância e relevância e, ao mesmo tempo, sofrem maior pressão dos partidos. Cabe a esses parlamentares enviar as ações de perda de mandato para os plenários, onde a degola é considerada certa a partir de agora, sem o voto secreto. Com votação aberta e num ano eleitoral, a nova regra deverá levar o plenário da Câmara a viver um longo período sem novos processos de cassação de mandato. Hoje, só um caso já analisado pelo Conselho de Ética da Câmara está pendente de decisão do plenário, mas não se trata de perda de mandato. Os deputados terão que julgar a recomendação de suspensão do mandato, por ...