A saída de Marcelinho Paraíba do Sport dividiu a nação rubro-negra. Nada mais natural. Os que analisam o fato pela ótica da emoção se posicionam contra por, desde já, sentirem saudade do ídolo. E lembram jogadas e gols inesquecíveis de sua autoria. Os que enxergam pela ótica da razão, têm consciência de que a relação do profissional com o clube estava se deteriorando, e o momento é adequado para a ruptura da aliança. Por ser o jogador de melhor qualidade técnico no elenco rubro-negro, era notória a dependência do Sport ao meia armador. Tal fato torna qualquer time previsível. Acredito que não houve um planejamento para a liberação do artilheiro, fato que aumenta o nível de dificuldades que o Sport deverá enfrentar no início da disputada da Série A, cujo primeiro desafio é contra o arquiinimigo Flamengo, sábado, na Ilha do Retiro. Todo grande time tem um ou mais jogadores como cartão de apresentação. Marcelinho, desde o ano passado, era o cartão de visitas do Sport. Dentre de campo ele correspondeu às expectativas. Mas este ano, levou para o vestiário vestígios do seu abominável comportamento extracampo. No mercado brasileiro não há muitos jogadores diferenciados a disposição, mas nenhum jogador, por mais qualificado que seja, é insubstituível. A recente história do Sport é pontuada por entra e sai de jogadores de boa qualidade técnica. A mutação é permanente em todos os clubes.
MUDANÇA – Os ecos do Pernambucano nos fez esquecer que o foco agora é a Série A. Até ontem, pouco se falou sobre a competição nacional que começa no próximo sábado. Sport e Náutico, que ainda estão investindo em reforços, só devem apresentar um novo perfil a partir da quinta rodada. Talvez os leoninos demorem um pouco mais que os alvirrubros. Não há otimismo para as estréias.
Claudemir Gomes
Folha Esportiva
