Em Olinda, com a oficialização do apoio do PSB do governador Eduardo Campos à reeleição do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), que já conta com 19 partidos em seu palanque, os rumores de que a sigla socialista poderá compor a vice, ao invés do PT, vem gerando um certo mal estar entre as lideranças. O prefeito ainda não decidiu a formação da chapa: se continua com o PT na vaga ou se cederá o espaço para os socialistas. Mas, nos bastidores, o que se comenta é que o ex-deputado federal e ex-vereador Álvaro Ribeiro (PSB) seria a preferência do comunista.
Vale lembrar que, inicialmente, o PT abriu mão de lançar candidatura própria - com o nome da deputada estadual Teresa Leitão - porque um dos acordos mantidos entre o PCdoB e os petistas era o da manutenção da vice, ocupada hoje por Horácio Reis. Na semana passada, Horácio se reuniu com o prefeito e saiu da conversa com a garantia de que o acordo estava mantido. Mas, dias depois, Renildo afirmou - em entrevista à Rádio Folha - que nada estava formalizado.
Segundo o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, “o PSB mostrou ao prefeito que tem força política e representatividade para compor a chapa” junto com o comunista. “Nós mostramos, não condicionamos. O apoio ao prefeito Renildo Calheiros independe de onde o PSB se localize na campanha. Iremos apoiar o prefeito em cima do palanque, embaixo do palanque, de um lado ou do outro”, garantiu o dirigente. Ele acrescentou que “hoje o PSB tem uma boa chapa de vereadores e uma boa bancada de vereadores”. “Temos um resultado eleitoral de 2010 que credencia o partido para isso. Agora, o que o PSB prioriza é manter o projeto da Frente Popular em Olinda, que é liderado por Renildo. Se para isso a gente for chamado para contribuir na chapa a gente vai”, enfatizou Sileno.
Segundo Álvaro Ribeiro, até então, ele não participou de nenhuma conversa no sentido de ser o vice de Renildo, de quem é amigo há mais de 20 anos. “Participei do encontro do PSB com o PCdoB na semana passada, mas em nenhum momento se tratou sobre essa questão. Vivemos um momento que antecede as convenções e os partidos começam a se movimentar e com isso surgem muitas especulações. Estou distante da política há 18 anos e hoje sou comerciante. Sei que tenho identidade com Olinda por ter sido vereador e deputado, além de ter uma grande amizade com Renildo, que terá todo meu apoio, mas confesso que não participei de nenhuma conversa nesse sentido”, explicou.
Folha-PE
