AD Luna
Jornal do Comércio
Em razão da sofisticação dos arranjos, da engenhosidade das suas construções harmônicas e melódicas, Eduardo de Góes Lobo, o Edu Lobo, 68 anos, é considerado um dos maiores compositores do País. Acompanhado por uma superbanda formada por Carlos Malta, flauta e saxofone; Jurim Moreira, bateria (que já acompanhou Alceu Valença); Alberto Continentino, no baixo acústico, e Cristóvão Bastos, piano e direção musical, ele toca, hoje, às 21h, no Teatro de Santa Isabel.
Na apresentação – cujo preço do ingresso (R$ 80) pode até ser considerado “popular” diante do valor cobrado pelo seu parceiro de grandes obras Chico Buarque (R$ 350) –, Edu faz um retrospecto da sua carreira. Por falar na dupla Chico-Edu, estão no repertório de hoje Beatriz, Choro bandido e a inusitada A ciranda da bailarina. Esta, com a leveza irônica de versos como “Procurando bem, todo mundo tem pereba/ Marca de bexiga ou vacina/ E tem piriri, tem lombriga, tem ameba/ Só a bailarina que não tem”, que parecem brincar com problemas ou desconfortos que teimam em acometer a nós – animais mamíferos – durante a vida, por mais delicados, chiques, ou abastados que sejamos.