A emissora foi criada pelo educador e filósofo Paulo Freire em 1962, ainda como Rádio Universidade
A história da Rádio Paulo Freire (RPF) da Universidade Federal de Pernambuco e do projeto “Residência em Comunicação Popular”, iniciativa que busca integrar o saber acadêmico e o popular por meio da participação de comunicadores comunitários nas atividades diárias da emissora, são tema do artigo Residências em comunicação popular e programação diversa: estratégias de inovação da Rádio Universitária Paulo Freire, do mestre em Comunicação pela UFPE Gustavo Cabrera Christiansen junto com Giovana Borges Mesquita, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) e do curso de Comunicação do Centro Acadêmico do Agreste (CAA). O trabalho é fruto da pesquisa de mestrado de Gustavo (Rádio Paulo Freire: desafios de uma rádio vinculada à Universidade Federal de Pernambuco), sob a orientação de Giovana, e pode ser lido na revista portuguesa Comunicação Pública, do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL).

No artigo, os autores avaliam que a RPF tem adotado estratégias inovadoras, apesar da equipe reduzida. Uma dessas estratégias é a abertura do edital de chamada pública para novos programas, realizada anualmente desde 2019, que oferece espaço na programação para produtores independentes. “Embora a chamada não ofereça recursos financeiros ou suporte técnico para produção, gravação e edição, permite uma programação mais ampla e diversificada”, afirmam os autores no texto. Por outro lado, o projeto “Residência em Comunicação Popular”, iniciado em 2025, forneceu recursos materiais para a emissora, além de fortalecer os laços com as comunidades por meio da participação de comunicadores comunitários na programação diária da rádio.
Criada pelo educador e filósofo Paulo Freire em 1962, ainda como Rádio Universidade, a emissora tem em sua história uma programação que combina música popular e erudita com programas de análise sobre a realidade brasileira e internacional, a exemplo do programa “Campanha de Alfabetização”, que transmitia o trabalho de círculos culturais voltados para a alfabetização de uma parcela da população. Em 2018, já renomeada como Rádio Paulo Freire, a emissora assume o caráter de rádio-escola e passa a ser gerida por docentes do Departamento de Comunicação da UFPE.