Bancários rejeitam proposta de reajuste de 7% dos bancos

Antônio Assis
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Agência O Globo

O comando nacional dos bancários considerou insuficiente e rejeitou a proposta de reajuste salarial de 7% (0,61% de ganho real), apresentada nesta sexta-feira (19) pela Fenaban, a federação que representa os bancos. Depois de sete rodadas de negociação, os bancários marcaram para a próxima quinta feira (25) uma nova assembleia da categoria e, até lá, esperam uma nova oferta da Fenaban. Caso os bancos não melhorem o percentual, os bancários ameaçam com greve nacional a partir do dia 30. Para os pisos, os bancos ofereceram 7,5%, 1,08% acima da inflação acumulada de 6,35%, percentual também considerado insuficiente.

"A média dos ganhos reais das categorias que negociaram no 1º semestre foi de 1,54%. Os bancos têm rentabilidade bem mais alta que outros setores, com condições de aceitar as reivindicações dos trabalhadores. Não queremos só aumento real, mas melhores condições de trabalho", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A proposta do bancários, apresentada à Fenaban no início de setembro, é de reajuste de 12,5% (inflação mais 5,4% de aumento real), piso salarial de R$ 2.979,25 e PLR de três salários mais uma parcela adicional de R$ 6.247.Também reivindicam melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais, consideradas abusivas pelo comando nacional.

Segundo os sindicalistas, a categoria bancária é uma das que mais sofre com doenças ocupacionais relacionadas à forma de gestão dos bancos que "apostam numa rotina de metas abusivas e praticam assédio moral para forçar o aumento da produtividade".

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