Municípios devem apresentar lista atualizada de imóveis que se encontram interditados

Antônio Assis
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Geison Macedo e Diego Mendes, da Folha De Pernambuco

Depois de mais uma reunião na 12ª Vara da Justiça Federal para discutir a situação dos prédios-caixão, ficou definido que os cinco municípios onde estão os blocos danificados – Recife, Olinda, Jaboatão, Camaragibe e Paulista - devem apresentar uma lista atualizada dos imóveis que se encontram interditados. A decisão foi tomada nesta terça-FEIRA e o levantamento deve ser apresentado na próxima semana. Durante o encontro foi acordado também que os blocos que apresentam risco muito alto de desabamento e ainda não foram interditados sejam submetidos a um estudo aprofundado, no qual devem ser incluídos os imóveis que, caso caiam, levem risco a outras construções.
Segundo o levantamento feito pela CAIXA ECONÔMICA Federal em 2011, se enquadram nessa situação 124 edifícios, número este que já deve ter aumentado. A análise mais criteriosa deve ser custeada pelo Estado de Pernambuco e a própria Caixa. O orçamento previsto para o serviço é cerca de R$ 14,4 milhões, que deve ser corrigido. Se durante a elaboração dos laudos dos prédios for recomendada a remoção de alguma família, os municípios deverão pagar os auxílios moradias dos prejudicados, segundo determina a Justiça Federal. 
O estudo é encomendado menos de uma semana depois do desabamento parcial do edifício Emílio Santos, em BOA VIAGEM. Na ocasião, ninguém ficou ferido, uma vez que o imóvel estava desabitado desde maio de 2013, após os moradores serem notificados dos problemas estruturais. Na época em que foi condenado, o endereço apresentava rachaduras em dois apartamentos do bloco C, principalmente nas áreas da sala e da varandas. O habitacional, que é do tipo caixão, abrigava 32 famílias e era dividido em três blocos.

O laudo referente ao desabamento deve ficar pronto ainda nesta semana, segundo informou a DEFESA CIVIL. Durante a vistoria preliminar realizada no dia do incidente, não foi identificada situação de risco nos imóveis vizinhos. De ACORDO COM o secretário Executivo de Defesa Civil do Recife, Adalberto Freitas, o incidente já era previsto e que outros novos desabamentos ainda podem acontecer no habitacional.

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