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"Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho para vender". Esse é o curioso título do novo trabalho do cantor e compositor Herbert Lucena, que será lançado oficialmente na noite desde sábado (19), no Palco Principal do Pernambuco Nação Cultural, na Estação Ferroviária de Caruaru, cidade onde o músico nascido no Recife passou a infância e adolescência.
O disco, que foi pré-lançado em dezembro nas versões CD e vinil duplo, já é considerado um sucesso e lidera o ranking de indicações do 23° Prêmio da Música Brasileira, nas categorias Artista Revelação, Melhor Disco Regional, Melhor Cantor Regional e Melhor Projeto Gráfico.
No show deste sábado, o público poderá conferir as 15 faixas do álbum, com arranjos de cordas, metais, piano e a banda completa, 19 músicos em cena, além da participação especial de Climério de Oliveira (Clima), Mazuca de Agrestina e dos vocalistas do Rabecado, Publius e Gustavo Azevedo.
Assim como no seu primeiro trabalho (Na pisada desse coco, de 2004), o coco é o ritmo que prevalece no álbum, mas Herbert inova ao utilizar instrumentos da música erudita e realizar outras experimentações, como na faixa Rei Violeiro, que traz ocencontro do repente com o blues.
CURIOSIDADE - O título "Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho para vender" vem de uma frase dita pela atriz Cacilda Becker, numa entrevista: “Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender”. Foi a partir dela que Herbert Lucena convidou a amiga Maria do Rosário (Ruzza) para compor a letra que intitula o novo disco. O título divertido também faz uma homanegam aos violeiros, que, segundo Hebert Lucena, nem sempre têm o reconhecimento financeiro merecido.
