O Menino Que Vendia Palavras" Encanta o Público do Recife

Antônio Assis
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Mateus Aráujo
JC Online

No meio da peça, Lica pergunta ao pai-sabichão do seu amigo o que é utopia. Na bucha, ela recebe a resposta. A personagem e boa parte do público, formado sobretudo por crianças, não sabiam o significado da palavra que, no final das contas, é uma das bases em que se debruça o espetáculo O menino que vendia palavras, apresentado neste sábado (19) e domingo (20) no Teatro Guararapes.

Tendo como cenários uma biblioteca e um telão onde são projetados imagens e vídeos, o espetáculo usa, com diálogo, o jogo de mímicas, as brincadeiras em palco, a interação com o público e a linguagem lúdica que levam a plateia para dentro da história. Sem exageros, a caixa cênica é rompida pelo elenco, que se mostra em total sintonia. O texto de Ignácio Loyola mostra não só que ler é importante para aumentar o conhecimento, como também que esse ato aproxima a pessoas. O garoto Vado tem no seu pai a figura de um homem capaz de saber o significado de qualquer palavra. É o homem que faz com que o menino ganhe interesse pelos livros e pelo dicionário.

Embora tenha ganhado mais espaço na divulgação da peça, pela projeção nacional que tem na televisão, o ator Eduardo Moscovis faz sim uma boa interpretação, mas sem se sobressair ao restante do grupo. Os cinco atores, sob direção de Cristina Moura, têm boa desenvoltura e juntos dão cadência ao enredo.

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