Ricardo Teixeira renunciou no dia em que foi 'blindado' pelo Tribunal Superior da Suíça

Antônio Assis
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O Estadão

Genebra, 22 - Ricardo Teixeira pediu sua renúncia da CBF no mesmo dia em que o Tribunal Superior da Suíça tomou a decisão de manter em sigilo os nomes dos cartolas que receberam subornos da empresa de marketing da Fifa, a ISL, e de manter o ex-cartola blindado. Teixeira já vinha manobrando para deixar a CBF em uma situação que pudesse administrar sua queda, repartindo poderes a seus aliados. Mas não deixou o cargo sem a confirmação de que seu nome não seria publicado pela Justiça suíça.
No dia 12 de março, o Tribunal com sede em Lausanne determinou que, enquanto o processo esteja tramitando em relação à ISL, os nomes dos envolvidos não será divulgado. Hoje, na Suíça, os detalhes dessa revelação serão oficialmente publicados à imprensa mundial e confirmarão que os nomes dos implicados na trama de subornos não será conhecida por mais vários meses.
Em 2010, uma corte suíça condenou cartolas por terem recebido subornos da ISL em troca de acordos de transmissão de jogos. Mas, na mesma decisão, ficou estabelecido que os nomes dos envolvidos não seria divulgado, já que eles pagaram de volta parte da propina e acertaram um acordo.

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