Revelações complicam situação de Demóstenes

Antônio Assis
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As novas revelações sobre as ligações do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , devem  acelerar o processo sobre o suposto esquema de contravenção do jogo do bicho investigado pelo desde 2009 pela Procuradoria Geral da República.
Demóstenes Torres trocou quase 300 telefonemas com Cachoeira, quem deu uma cozinha de 27 mil dólares ao senador e foi preso pela Polícia Federal. A explicação de Torres virou piada na internet. Foto:José Cruz/ABr
Diante dos novos índicos, o órgão estuda pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar o senador – que só pode responder ao STF.
Para terça-feira 27 está prevista uma reunião da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Segundo a Agência Brasil, deputados e senadores querem saber os motivos da lentidão do processo que investiga desde 2009 o bicheiro e vários políticos sob suspeita. O grupo de parlamentares quer ainda  saber quais outros nomes aparecem nas interceptações telefônicas.
Capitaneado pelos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Protógenes Queiróz (PCdoB-SP), o grupo pedirá urgência nas apurações.
Na sexta 23, CartaCapital revelou que Demóstenes tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino comandado pelo bicheiro – e que movimentou, em seis anos, 170 milhões de reais (Leia mais AQUI). A reportagem, assinada por Leandro Fortes, mostrou que a Polícia Federal tem conhecimento, desde 2006, das ligações do bicheiro com o senador e que o esquema jamais foi encerrado porque os policiais responsáveis pela investigação foram cooptados pelo esquema.

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