POEMINHA PARA O BIAL LER - MARCELINO FREIRE

Antônio Assis
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Não é justo que o negro
pague sozinho
por este estupro.


Também pague o Bial,
pague o Boninho,
pague a TV
de Roberto Marinho.


Quem fez a merda,
patrocinou a festa,
trouxe o vinho.


Ah, mano, brother,
meu irmão.


Por causa do crime
o Brasil todo, sim,
ao paredão.


Inclusive eu,
que faço esse poema
sem jeito.


Perco tempo
com este assunto.


Eu, sem talento.
Eu, bundão.


Covarde,
sem ter o que fazer
ligo a televisão.


E vejo.


A toda hora
o Bial citar
o Velho Guerreiro.


Aquele mesmo
que cuidava do traseiro
da Rita Cadillac
com o mesmo respeito.


Com que a câmera come,
hoje em dia, cada silicone,
curva, calcinha.


Acho que virei puritano,
melhor eu ficar na minha.


Só não posso concordar
que apenas o negro
tenha de pagar pelo abuso
coletivo.


Por debaixo dos panos,
todas as noites,
sempre foi este
o nosso programa
preferido.

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